Arquivo de Agosto 2009

Correio fac-similar: e-mail do Dr. Fernando Leça

Agosto 30, 2009

Mensagem enviada ao Prof. João Alves das Neves, pelo Dr. Fernando Leça, Presidente da Fundação Memorial da América Latina:

“Prezado amigo João Alves das Neves, 
 
Gratíssimo pela gentileza. 
 
O seu livro, “Fernando Pessoa, Salazar e o Estado Novo”, que comecei a ler tão logo me chegou às mãos, ajuda a preencher uma lacuna vivencial que a idade e a desinformação característica desse período da infância poderão 
talvez justificar. 
 
Numa perspectiva distanciada daquele longo e obscuro período, é reconfortante constatar, em sua obra, a posição de Fernando Pessoa a respeito de Salazar e do protagonismo que as circunstâncias e, mais ainda, a sua própria índole, lhe permitiram encarnar. 
 
Minhas felicitações. 
 
Fernando Leça”

O PENSAMENTO POLÍTICO DE FERNANDO PESSOA

Agosto 30, 2009
capapessoanet
livro

O novo volume poderá ser adquirido na Alpharrábio Editora e Livraria Ltdª:
Rua Eduardo Monteiro, 151–CEP 09041-300 – Santo André/SP
E-mail: alpharrabio@alpharrabio.com.br

Custo do livro: R$19,90

Correio fac-similar – Profa. Nilza Setti

Agosto 22, 2009

Carta enviado ao Prof. João Alves das Neves pela Profa. Nilza Setti, da Universidade de São Paulo.

Kilza-Setti

António Quadros, o homem por detrás do Intelectual

Agosto 22, 2009
Perfil

António Quadros, o homem por detrás do intelectual

 

António Quadros - Fonte: www.fundacaoantonioquadros.pt

António Quadros - Fonte: http://www.fundacaoantonioquadros.pt

Filho primogénito dos escritores Fernanda de Castro e António Ferro, de seu nome completo António Gabriel de Castro e Quadros Ferro, nasceu em Lisboa, às seis e vinte da manhã do dia 14 de Julho de 1923, no 2º andar do nº 12 da Rua dos Anjos.  Era uma criança morena de olhos azuis, com a tez da mãe; de lembrar que o apelido Quadros, último nome do pai de Fernanda de Castro, provém de uma família da nobreza espanhola de origem indiana (brâmane). Recebeu “Gabriel”, como segundo nome, em homenagem ao poeta italiano Gabriel d’Annunzio, que António Ferro, seu pai, muito admirava. É pois, logo então, fadado de poesia. Três meses depois do seu nascimento em casa dos avós paternos, a família muda-se para o nº 6 da Calçada dos Caetanos, ao Bairro Alto, onde António Quadros cresce e vive até casar. Pensador, crítico, professor e pedagogo, poeta e ficcionista, licenciado em História e Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, António Quadros é autor de obras de pensamento, crítica e historiografia literária, de poesia e ficção (romance, conto e literatura infanto-juvenil). Foi professor de Deontologia da Comunicação (no Curso de Ciências da Informação da Universidade Católica), bem como de História de Arte, de Deontologia e de Cultura Portuguesa no IADE, Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing, de que foi fundador, director, presidente do Conselho de Administração e professor.  Ao longo dos anos colaborou na imprensa, em publicações culturais, na rádio e na televisão. Assumiu cargos como o de sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa, da Academia Brasileira de Filosofia e da Academia Internacional de Cultura Portuguesa e o de membro da Sociedade Científica da Universidade Católica de Lisboa e do Centro de Estudos de Pensamento Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro (CELBRA) e pertenceu à direcção do Círculo Eça de Queiroz.

António Quadros morreu no dia 21 de Março de 1993, dia da árvore, símbolo da vida para a qual tão generosamente contribuiu. Deixa na família, nos amigos e na cultura uma lacuna que jamais será preenchida.

(Fonte: Newsletter nº1 Julho 2009 da Fundação António Quadros, Lisboa). 

Paulo Bomfim, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, fiel às raízes do passado, desvenda o futuro

Agosto 18, 2009
Por João Alves das Neves 
 
Escritor Paulo Bomfim

Escritor Paulo Bomfim

É a partir de uma frase de Paulo Bomfim que buscamos as raízes da sua poesia  e das suas crônicas: “Um país que procura renegar seu passado, perde pé no presente e deixa acontecer o futuro.”

Com estas palavras, o poeta de “António Triste”, livro que marcou a sua estréia literária, em 1947, percorreu um longo caminho, ilustrado por cerca de três dezenas de  obras, desde a poesia à crônica – os seus gêneros mais constantes. Na verdade,  este discípulo dos clássicos é, no fundo, um modernista porque consegue ser atual ainda que seja um sonetista de alta craveira. E a construção dos seus textos em verso e prosa é tão contemporânea quanto o foram os pioneiros do futurismo e de outras manifestações dos “ismos”, nem sempre realizadas com êxito,  apesar das boas intenções de certos contemporâneos.

Os poetas Guilherme de Almeida,  Mário de Andrade e Oswald de Andrade foram com certeza  figuras dominantes da “Semana de Arte”, em 1922, embora não tenham sido os únicos e deixaram discípulos que, em circunstâncias diversas, se aproximaram dos primeiros – e um deles foi Paulo Bomfim,  que tem sabido conciliar o espírito modernista, sem renegar um classicismo apurado, graças  à sua insistente e,  renovada  arte poética.

Indiscutivelmente, Paulo Bomfim tem percorrido uma longa e fértil caminhada, desde 1947, quer no verso, quer na crônica,  reinventando  uma aliança feliz entre dois gêneros literários que por vezes  se completam. E aí está o segredo dos    grandes criadores que nunca se repetem. Quem diz que o soneto morreu? Quem faz a ode camoniana da era contemporânea?  Quem é que revive o passado com os olhos de hoje? E para comprovar  que a poesia é eterna   bastará a releitura de Transfiguração  ou do Navegante!  Onde é que está o mistério ou a sofisticação de se amar ao mesmo tempo o trovador D. Dinis e o modernista Mário de Andrade? Ou de preferir simultaneamente Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Sofia de Melo Breyner e Manuel Bandeira?

Ao percorrermos a obra  de Paulo Bomfim encontramos uma fértil colheita poética , que se alarga do António Triste, que nos sugere o António do , tão influente entre  poetas portugueses e brasileiros, embora admitindo que  o jovem brasileiro é bem diferente do simbolista luso.  Aliás, Bomfim não é copioso mas constante na sua busca, desde o princípio ao belo Súdito da Noite. A poesia é algo sério para quem acata os mestres mas não é subordinado a eles. Lírico, sim, mas a seu modo. Modernista, sim, mas não repetitivo, como são vários piadistas de frases apropriadas de outros. Um poeta tem de ser pessoal. Leu com certeza os Cancioneiros, os românticos, os simbolistas e outros modistas, mas é essencial que seja igual a si-próprio:

“Onde andará minha amada
Neste percurso triste,
Nestas noites sem luar?”

O artista tem de ser autenticamente criador, o que não significa distância dos grandes movimentos estéticos que marcaram a evolução da literatura através dos séculos. Ninguém melhor do que Paulo Bomfim sabe absorver a lição de ontem, pois em certas circunstâncias é capaz de a reatualizar, mas em momento algum deixa de ser criador. Recrear também é criar. E assim faz com o soneto XXV do livro em que areja a poesia da Transfiguração:

 Dobremos o nosso cabo das tormentas

Seguindo a solidão das caravelas;
(…) El-Rei, nosso destino, inda nos guia
Para além, muito além de Calicute;
(…) Partamos na manhã ensolarada
dos Restelos que habitam nossos peitos;
(…) Andamos pelo tempo que é perdido,
Buscando nosso mar desconhecido!”

 

Há uma busca permanente nos poemas de Bomfim e por isso os seus versos são ora realistas, ora surreais, como neste soneto dos Poemas Esparsos:

“Deito-me em ti com ramos e folhagem

E pássaros e orquídeas de loucura;
Do musgo do meu gesto nasce a imagem
Que atiro em teus caminhos de procura.”

Do Relógio do Sol  à Cantiga do Desencontro, atravessando o Poema do Silêncio e os 7 Poemas Amargos, Sinfonia Branca e o Armorial, dedicado aos seus antepassados “que ainda não regressaram do sertão”, decorridos 3 séculos, é o Brasil, e sobretudo São Paulo revivescendo as origens:

“Primeiro foi o mar, selva noturna,
com solidões de estrela na manhã”

É a Poesia vestida de História:

A selva é mar com ilhas fugidias
E gritos emplumados na tocaia,”

Monções, florestas, cansaços e jornadas, “Parnaíbas correndo de amor que não regressam”. Há “entradas pelo chão do nunca mais”, adivinham-se “tapuias pressentidas nas ciladas”, há capelas coloniais e astrolábios – o laço invisível que liga Bandeirantes antigos e contemporâneos. É o Pais, a Região e a cidade cantada por Bomfim, perseguindo a trilha de Guilherme de Almeida:

“Por certo hei de cantar esquecimento
Manhãs paulistas onde  sou raízes… 

Diz o ensaísta Nogueira Moutinho, um dos mais atentos analistas da obra de Paulo Bomfim: “É no interstício entre o mundo inefável e o mundo que o poeta se insere, e, graças à alquimia do verbo,opera a transferência de uma  realidade de silêncio e a uma realidade expressiva – e o poeta conduz-nos a uma atmosfera de magia que só descobrimos com os seus versos.

Outro excelente ensaísta , Gilberto de Mello  Kujawski, retoma o tema que citamos – o do renovador do soneto que os modernistas apressados não conseguem sepultar, observando que “onde Paulo Bomfim provou pela primeira vez, e para sempre, sua força de sonetista absoluto foi na série de sonetos que compõe o Armorial. Esta transposição do largo mar dos navegadores para a cerrada selva dos bandeirantes, e esta transfusão da feira ancestral no sangue nutriente  da memória”:

 “A selva é mar de todos os naufrágios.
Inutilmente somos a presença
Daqueles que partiram sem voltar.”

Com este e tantos outros poemas da “feira ancestral”, o autor do Poema da Descoberta reencontra a fonte e o alicerce da eternidade de “Os  Lusíadas” e do renascimento que Fernando Pessoa imortalizou na Mensagem  do Mar Portuguez”:

 “Valeu a pena: Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.”

Tarde ou cedo, os poetas sempre se reencontram.

E tudo isto é tão verdadeiro que no poema em prosa  intitulado Caminhos do Quinto  Império, Paulo Bomfim sintetiza  a sua brasilidade, salientando  que “o Brasil foi descoberto pela Língua Portuguesa” – proclamação que envolve duas Pátrias: “Do alto dos púlpitos, Padre Antonio Vieira prega suas cruzadas com a espada do idioma português”. O “Príncipe dos Poetas Brasileiros”,  na condição de vero  Poeta Lusíada, está, em prosa e verso, no belo provérbio de Fernando Pessoa: “A nossa Pátria é a Língua Portuguesa”.

A Europa marcou passo mais uma vez!

Agosto 18, 2009
Política Portuguesa 

A Europa marcou passo mais uma vez!

por Nuno Mata

De acordo com os dados fornecidos pelo Ministério da Justiça, apenas 36.79% dos eleitores portugueses inscritos (este ano 9.679.250) se deslocaram às urnas para participar nas eleições Europeias recentemente realizadas.

O valor assombrou e assustou os responsáveis políticos nacionais, como se não estivessem a prever este abandono pela política quer há muito os portugueses lhe dedicam.

Membro desde 1 de Janeiro de 1986, dia em que Mário Soares dizia “sim” ao projecto europeu no emblemático Mosteiro dos Jerónimos, julgámos que tal local faria antever uma nova epopeia nacional, desta feita de costas voltadas para o Oceano e de olhos postos no Continente Europeu.

Porém, desde logo os portugueses, os que votam e os que nem por isso, perceberam que este projecto, tal como os Descobrimentos, serviria apenas alguns e poucas ou nenhumas vezes lhe seria perguntada a sua opinião… Assim foi na assinatura dos diversos tratados europeus (como o de Lisboa, ainda envolto em penumbras) ou na adesão ao Euro.

Assim sendo e num domingo soalheiro, os portugueses voltaram as costas ao Continente Europeu e, rumando à praia, tornaram-se navegadores por conta própria!

Podemos, contudo, dizer quer a situação não foi exclusivamente nacional: TODOS os 27 países apresentaram taxas de abstenção elevadas, denotando pouco ou nenhum interesse pela Europa, mormente pela sua importância, interna e externa.

No que à CPLP possa dizer respeito, Portugal é a sua porta de entrada para um dos mercados mais competitivos, para uma das culturas mais antigas e para uma zona do Mundo que ainda atrai almas e carteiras… mas, ao contrário de outros agrupamentos de países, o projecto europeu treme a cada necessidade de decisão conjunta, sobretudo em política externa.

Recordo-me que um dos argumentos nacionais para a entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia era poder ser o nosso país o elo de ligação entre Europa, África, América e Ásia. Mas, volvidos 23 anos da assinatura em Lisboa da nossa adesão, pouco ou nada se tem percebido, excepção feita à excelente relação económica entre Portugal e Angola (ou digamos Lisboa-José Eduardo dos Santos e família) que faz parecer biliões como tostões.

Portugal continua a demonstrar dificuldades em políticas de imigração, de política cultural, de intercâmbio cultural, científico e universitário, entre outras valências. Para os Portugueses o Brasil continua a ser o Nordeste (ou melhor, as praias do Nordeste), o Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia e algumas telenovelas que ainda circulam nas nossas emissões TV… e pouco mais!

Em suma: a porta que deveríamos ter aberto continua, malogradamente, semi-cerrada, como continua semi-cerrada a vontade dos portugueses em votar… nas Europeias.

Profetas do Nosso Tempo

Agosto 18, 2009
A Fonte e a Reflexão

Profetas do Nosso Tempo

por Teodoro A. Mendes

……………………………………………
Serei eu uma harpa
para que a mão do Todo Poderoso
me possa tocar,
ou uma flauta para que o seu sopro
passe através de mim?
Sou apenas um buscador de silêncios.
E que tesouros encontrei nos meus silêncios
para poder distribuir confiadamente?
Se é hoje o meu dia de colheita,
em que campos e em que estações esquecidas
lancei a semente?
………………………………………………
Khalil Gibran, in “O Profeta”

 

“O Profeta” é a jóia literária do autor que neste livro criou a personagem de Almustafá, o eleito, o bem amado, que após uma espera de doze anos na cidade imaginária de Orphalese se dispõe a partir, num momento em que ao olhar o mar avistou o seu barco que se aproximava com o nevoeiro.

Prefigurando-se a despedida, há vozes que lhe dizem carinhosamente: Não deixes que as águas do mar nos separem (…) Caminhaste entre nós como um espírito e a tua sombra foi luz sobre os nossos rostos.(…) Na tua solidão infinita foste a sentinela dos nossos dias e nas tuas vigílias escutaste o pranto e o riso do nosso sono.

Pedem a Almustafá para lhes revelar o que lhe foi mostrado no tempo em que permaneceu com eles, para quem o profeta fora extremamente honesto. Era um lavrador de sementes de vida e eles queriam saber em que campos e em que estações havia, ele, lançado a semente.

O livro é uma ficção, mas é, quase, um facto. É um trabalho artístico a rondar o religioso.

Almustafá assinala caminhos que devem ser percorridos e a sua palavra carrega a sabedoria da vida e do universo. Tem consciência disto e, embora, sabendo que tem de partir, acede ao que lhe pediam: (…) antes de nos deixares, pedimos-te que nos fales e nos deixes a tua verdade.

Não se fez rogado e falou-lhes entre outros assuntos, do amor, do casamento, das crianças, do dom, do trabalho, da alegria e da tristeza, do crime e castigo, da palavra, do bem e do mal, do prazer, da religião e, por fim, da morte. Eram tudo tesouros que havia encontrado nos seus silêncios para os dar de graça. Sementes que havia lançado na leira fecunda da sociedade de Orphalese, em que vivera durante doze anos.

Faz-nos lembrar a parábola do semeador contada, num dia por Jesus, ao ter saído de casa, quando estava assentado junto ao mar. Tendo-se ajuntado muita gente ao pé d’Ele, disse-lhes: Eis que o semeador saiu a semear (Mt 13,1 – 3), alertando-nos que todos seremos chamados a semear e a prestar contas ao Juiz Eterno do modo como usámos as sementes que nos foram dadas.

Curiosamente, Almustafá é, também, posto a olhar o mar, e é, nessa postura que responde àqueles que lhe pediam para lhes falar das suas verdades, ou seja, dos campos onde havia lançado a semente que Deus lhe dera.

O dia em que se ia deixar Orphalese, era dia de colheita. Aprestou-se a ouvir os seus habitantes, dando-lhes conta do que Deus o havia instruído, como se antecipasse neste mundo, as contas que Deus não deixaria de lhe pedir, um dia. Falou como quem sabe. Ele era o profeta, o eleito, o bem amado. Não havia semeado à beira do caminho, nem  entre pedregais ou entre espinhos, mas havia-o feito em terra boa.

Por isso pode falar com autoridade de tudo, e no mesmo modo como ensinou, pareceu prestar contas àqueles que pediam para lhes deixar a sua verdade, o que fez cheio de amor.

Todos nos devíamos rever neste herói de Khalil Gibran, porque Deus nos pede para sermos profetas, isto é, distribuidores de graças nascidas dos nossos silêncios mais íntimos, na certeza que um dia – no dia da colheita – nos há-de perguntar, como Almustafá perguntou a si mesmo, em que campos e em que estações lançamos a semente que Ele nos deu.

Atenção a isto.

Não aconteça que tenhamos perdido o nosso tempo, tendo andado a lançar sementes improdutivas como acontece nas três primeiras sementes da parábola de Jesus, porquanto, todos nós, somos chamados a ser profetas, pondo a render todas as sementes recebidas.

Almustafá agiu assim.

Deu respostas convincentes, porque tinha obra feita, assim todos nós o possamos dizer, um dia.

E aconteceu isto, porque as sementes que lançara haviam dado fruto e de tudo pode falar, como naquele passo, quando disse: Quando amardes, não digais: – Deus está no meu coração, mas antes: – Eu estou no coração de Deus, porque a certeza de sabermos isto é superior à de sabermos que Deus está nosso coração, porque Ele é bom e mete-se – sem pedir licença no coração de todos os homens – mas ter a certeza que Deus nos reserva um lugar especial no seu coração de Pai é, infinitamente, um dom superior.


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