Arquivo de Junho 2011

A Vida Maravilhosa das Plantas

Junho 14, 2011

(Homenagem a Fernanda de Castro)

por Antonio Quadros Ferro

A Vida Maravilhosa das Plantas, de Fernanda de Castro, publicado em 1964, com capa e ilustrações de Inês Guerreiro, é um livro sobre o reino vegetal, sobre as plantas, as flores e o maravilhoso muno dos seres vivos, mas é também um livro de introdução à botânica, no qual se escondem importantes ensinamentos de biologia.

O rigor científico deste estudo, acompanhado pela sensibilidade poética com que são descritas e analisadas as plantas, as árvores, as folhas, os frutos, as sementes, os caules e até os insectos, tudo isto somado, torna A Vida Maravilhosa das Plantas num dos livros mais curiosos publicados nesta área científica e um dos mais interessantes no conjunto de toda a obra literária de Fernanda de Castro.

“(…) À primeira vista, a imobilidade da Planta parece dever condenar ao fracasso todos os seus esforços, todas as suas tentativas, mas a sua imaginação é fértil e são inúmeros os estratagemas de que se serve para alcançar o seu quinhão de luz: plantas que nascem rasteiras elevam-se à força de gavinhas, de acúleos, de raízes adventícias, de espinhos e até de pêlos, como o Lúpulo que (…) consegue rodar sobre si mesmo, dando uma volta completa ao caule.”

Fernanda de Castro

Em A Vida Maravilhosa das Plantas, Edição de Autor (1964)

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Editorial Newsletter Fundação Antonio Quadros – Primavera em Portugal

Junho 14, 2011

por Mafalda Ferro

Chegou a Primavera e de repente entre cores e fragrâncias, quase sem querer, vou pela mão da avó Fernanda… Pensar em Fernanda de Castro remete-nos para um mundo onde a primavera é eterna, um mundo de alegria, de força, de beleza, de poesia. É nesta altura que acontecem as homenagens que evocam o seu amor pela Vida. Como não podia deixar de ser, também a Fundação a recorda e lhe dedica esta newsletter.

No âmbito do I Centenário do Turismo em Portugal, escolhemos o Museu de Arte Popular para, em Setembro, acolher a exposição “Turismo, Fonte de Riqueza e Poesia” por nós promovida. Evocando Fernanda de Castro e o seu dinâmico papel em prol das artes e das letras do nosso Povo, citamos «Não é apenas um museu de arte popular, onde as coisas venham encher-se de bolor; é também, ou sobretudo, um Museu poético – o museu da poesia esparsa, do povo português, da terra portuguesa.» (“Panorama” 36/37, 1948).


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