Os dois principais Focos do Instituto Histórico de São Paulo

Cultura Luso-Brasileira

Fundado em 1894,  o Instituto Histórico e Geográfico é uma das principais instituições culturais Bandeirantes, cujas atividades destacam  a promoção  do patrimônio  histórico, artístico, cultural e urbano-ambientais, assim como a preservação de tradições,  valores cívicos e morais da Cidade e do Estado de São Paulo. 

            Desde os últimos anos do século XIX até hoje, a ação do Instituto é cumprida através de congressos,  cursos, seminários, conferências, exposições e outros eventos ligados ao estudo da História e da Geografia, incluindo naturalmente a Literatura. além de distinguir os pesquisadores e autores que  têm contribuído para o desenvolvimento científico e técnico do Brasil e de Portugal.

             Inúmeros intelectuais portugueses têm dado a sua contribuição ao Instituto e foram ou estão ligados às manifestações históricas e culturais da entidade (o subscritor desta nota breve,  por exemplo, é sócio honorário do  IHGSP e o seu patrono  é o escritor João de Barros, que fundou e dirigiu com João do Rio a revista Atlântida, cujo espírito foi a aproximação de Portugal e Brasil).  Quer dizer, o contato dos intelectuais portugueses com o Instituto  merece  ser cada vez mais freqüente.

            Preside  ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo a historiadora  Nelly Martins Ferreira Candeias, professora da Universidade de São Paulo e defensora dos valores culturais luso-brasileiras, pois, além das suas raízes portuguesas,  é casada com o professor José Alberto Neves Candeias, que nasceu em Portugal e é também professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Formada em Ciências Sociais, a professora Nelly Candeias fez cursos complementares nos Estados Unidos e na Inglaterra, tendo vários  estudos  publicados em revistas especializadas do Brasil  e de outros países.

            Foi a primeira mulher eleita para a presidência do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e está agora no seu terceiro mandato (de 2009 a 2012). Tem intensificado e atualizado as manifestações da instituição cultural paulista, que dá apoio a outros centros  culturais e científicos e, entre as suas metas imediatas, assinala-se o estreitamento dos laços e a cooperação efetiva com a Comunidade Luso-Brasileira, pois considera que os 8 países de idioma português exigem um lugar de maior projeção no Mundo. Declara-se luso-brasileira, pois está ligada pelo coração e pelas raízes culturais ao Brasil e a Portugal (seu Pai foi um dos fundadores, em 1920, do Clube Português de São Paulo) e conclui o seu depoimento: “Lembrando as palavras de Fernando Pessoa (“Minha Pátria é a Língua Portuguesa”),  prestigiaremos, na prática, não somente a nossa cidade (que é a maior do nosso mundo idiomático), mas também a nossa Comunidade (somos quase 250 milhões de pessoa, nos 8  países).Chegou a nossa vez – e o Mundo tem de ouvir a nossa voz lusíada!”

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Autores

A. Gomes da Costa
Carlos Francisco Moura
Dalila Teles Veras
Gaspar da Silva
Ives Gandra da Silva Martins
João Alves das Neves
Luciano Pereira da Silva
Marco Daniel Duarte
Maria Beatriz Rosário de Alcântara
Nuno Mata
Paulo Bomfim
Rita de Cassia Alves
Regina Anacleto
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Coordenação

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Fabiola Nese - fabiola@fesesp.org.br
Conrado Ruggieri

 

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