Abraça-me

por Saulo Krichanã Rodrigues

Abraça-me,
Como da primeira vez em que nos abraçamos;
Preciso sentir mais do que o seu corpo,
Preciso saber se ainda estás comigo,
Se ainda somos um do outro, como sempre fomos.

Abraça-me,
Como da primeira vez que senti o perfume do desejo,
Necessito morrer e reviver mil vezes se preciso,
Eis que o seu abraço é ao mesmo tempo o porto e a despedida,
A chegada e o riso, o choro e a saudade.

Abraça-me,
Como se fosse a última vez e como a vez primeira,
Mas abrace a minha alma de verdade,
Como se juntássemos em nós uma só criatura,
Pois preciso saber se ainda nos pertencemos.

Abraça-me,
Nem que seja um abraço de adeus para eu lembra-me sempre,
Capaz de reter por anos o calor quando a sua ausência se fizer mais que doída,
Abraça-me e nada fale, apenas me arrebate,
Para que em mim permaneças, quente, como o sol da tarde…

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