Nossos pais

por Saulo Krichanã Rodrigues

Porque eles nunca nos deixaram de amar, apesar de nossas zangas;
Porque eles nunca nos deixaram de afagar, ainda que com eles brigássemos;
Porque eles nunca nos deixaram de animar, quando já tínhamos cansado;
Porque eles nunca nos deixaram de querer, nem quando os deixamos sós.

Porque eles nunca quiseram o nosso mal, nem nos deixaram chorar sem um consolo;
Porque eles nunca nos deixaram partir, sem que nos dessem um beijo;
Porque eles nunca nos deixaram de falar, nem quando não quiséssemos ouvi-los;
Porque eles nunca nos deixaram sair das suas vidas,

No entanto, de alguma forma (que eu não sei bem) como,
Eles parecem estar aqui, em todo o canto e gesto: são sempre onipresentes;
Nem que seja neste perfume de vida que, nos domingos, exala.

Devem estar ao lado dos anjos da guarda que nos ensinaram a crer;
Ou na brisa que, de repente, o nosso nome parece ter chamado;
Bendito sejam eles: nos dias que só existem, porque por suas lembranças, jamais ficarão vazias, as nossas vidas.

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