XLVI

Por Lúcia Helena Alves de Sá

Chega de trepadeiras
e sonetos
à cama
fartei-me de risos

teu sentido quero
ao rio
não quero mais
teus gozos de delícia

quero à margem quiçá
da vida digas
o que é a norma do dia
e a paixão da noite

Hoje lembrei do amor
Eu leve de azul
À espera por teu pelo
e tu em seu habitual teatro

em cena galante
meus olhos a fitar
mas a que tempo
segura meu destino?

Por onde caminha meu zênite?
Ao silêncio
o que dorme em mim
tuas mãos

em meu mel
teu viço
todas as coisas tu
amor meu ordena

consagrei-me primavera
mas… o que é o teu canto
senão razão da
insônia ao sangue?

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