DESTERRADA

por Raquel Naveira

É pena cruel o exílio,
Ser deportado para a África
Como um inconfidente.

Não conheci o desterro,
Vivo na minha terra,
Só saí da beira do trilho,
Do tumulto das lojas de turco,
Mas continuo entre as flores vermelhas
Das árvores secas do cerrado.

Aqui todos dizem:
_ Não é a neta do marceneiro?
Resolveu agora ser profeta?
Apesar da pouca fé,
Tenho feito milagres.

Ó sonho de alma louca!
Dar asas à poesia
E levá-la para longe,
A desterrada.

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