TROVAS SOBRE TROVAS

Por Francisco Miguel de Moura

Deixei a trova na mesa,

Alguém gritou: olha, o bicho!

Pega o papel com presteza

E leva ao cesto do lixo.

 

Eis minha trova  querida,

A melhor que fiz no mundo,

Veio a emprega enxerida

Jogou num lixo profundo.

 

Só não gostou quem não leu,

Isto nada a ninguém prova

Que a beleza não doeu

Em quem não sabe o que é trova.

 

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