‘Potencial Económico da Língua Portuguesa’

Apresentação da obra de investigação ‘Potencial económico da língua portuguesa’ decorre no dia 5 de Dezembro, pelas 19h30, no Palacete Seixas(Camões- Instituto da Cooperação e da Língua).

 Apresentação da obra de investigação ‘Potencial económico da língua portuguesa’ decorre no dia 5 de Dezembro, pelas 19h30, no Palacete Seixas (Camões- Instituto da Cooperação e da Língua), Av. da Liberdade, 270 (junto ao Marquês de Pombal), por Marcelo Rebelo de Sousa

Por ser uma língua global, uma língua de comunicação internacional, o português é uma língua privilegiada, ocupando um lugar cimeiro na ordenação das línguas mundiais.

A História tem-nos mostrado que o valor da língua não é um dado fixo e que há variáveis como a ciência, a tecnologia, a economia, a cultura, a sociedade, que determinam o seu presente e o seu futuro. A corroborar estas ideias, o “Potencial económico da língua portuguesa” reflete sobre a vitalidade da língua portuguesa, hoje falada em cinco continentes: “Os 250 milhões de falantes do português representam cerca de 3,7% da população mundial e detêm aproximadamente 4% da riqueza total. Os 8 países de língua oficial portuguesa ocupam uma superfície de cerca de 10,8 milhões de quilómetros quadrados, representando 7,25% da superfície continental da Terra. A língua portuguesa afirma-se principalmente pelo número de falantes de língua materna, pelo número de países de língua oficial portuguesa, pela presença e crescimento na internet e na Wikipédia, pela cultura, sobretudo ao nível da tradução de originais produzidos noutros idiomas e, mais recentemente, na ciência com um forte crescimento da produção de artigos e re
vistas científicas. ”.

A acesa consciência dessa vitalidade, levou a que a promoção internacional do português fosse assumida como eixo essencial da CPLP, nos termos do Plano de Ação de Brasília aprovado em julho de 2010 na Cimeira de Chefes de Estado de Luanda, cujos eixos de atuação traduzem os desafios da língua portuguesa para o Século XXI. Assim, a política de afirmação do português como grande língua global articula-se com a difusão da cultura portuguesa e das culturas de língua portuguesa, e acompanha ainda os esforços de internacionalização da economia portuguesa, assente no potencial que apresenta.

É, aliás, necessário, antes de definir políticas para a língua, conhecer o posicionamento das economias que se exprimem em língua portuguesa, os conhecimentos linguísticos das empresas estrangeiras que interagem com as empresas dos países de língua oficial portuguesa, e o seu conhecimento do português como língua de negócios. Em 2007, o conjunto da CPLP ocupava o 8º lugar no PIB mundial, o que tem vindo a crescer e deve ser instrumento fundamental para a afirmação da língua portuguesa.

Neste contexto, para além das relações de vizinhança e de amizade históricas e das relações que se desenvolvem entre países com diásporas comuns, o uso da mesma língua, o português, e a proximidade entre o português e o espanhol ou entre o português e outras línguas românicas, poderão, pois, potenciar negócios comuns.

Assim, o estudo do valor económico da língua portuguesa poderá vir a ter inúmeras implicações tanto ao nível empresarial, como à definição de políticas públicas.

O Estado Português tem vindo a afirmar como linha orientadora da sua política cultural externa, o desenvolvimento, de uma diplomacia económica e política, bem como a utilização do português como língua de comunicação internacional, estratégia que põe em evidência as razões para a aprendizagem do português.

O Papel do Camões-Instituto da Cooperação e da Língua é também participar e dinamizar políticas de internacionalização da língua portuguesa equacionadas segundo lógicas de proximidade e de alianças históricas e políticas, em parceria, naturalmente, com os países da CPLP que compõem essa proximidade.

Nesse sentido o Camões, IP assegura o ensino da língua e cultura portuguesas em 72 países, quer através da sua rede de leitorados, em cooperação com 294 instituições de ensino superior e organizações internacionais, quer através da sua rede de educação pré-escolar e de ensinos básico e secundário, em coordenação com 14 ministérios de educação estrangeiros e agentes locais com responsabilidades educativas, bem como com as diásporas portuguesas.

A sua rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE) é constituída por cerca de milhar e meio de docentes e integra aproximadamente cento e cinquenta mil alunos.

Em suma, o trabalho do Camões, IP tem como objetivo contribuir para incrementar a utilização da língua portuguesa e culturas em português enquanto importante capital estratégico para a internacionalização, criando mecanismos com vista à multiplicação do valor do português quer como língua global de comunicação quer como instrumento de favorecimento da internacionalização da cultura e economia nacionais.

Fonte: Portugal Global

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