EU INFANTE

Por Ives Gandra

Meu ano acaba, volto a ser menino,

Encantos descobrindo pela lua,

Meus papagaios lúdicos empino

Enquanto elevo aos céus minh’alma nua.

 

Retorno no rever de meu destino,

Ao  moleque que andava pela rua,

Sonhando sonhos mil, em desatino,

Sem nunca perceber que a vida é crua.

 

Meu passado repasso num instante

E meu presente engolfo no futuro,

Que se torna de mais em mais incerto,

 

Mas que não tira obrilho de eu infante,

Que fazia ser claro o que era escuro

E plantava jardins pelo deserto.

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