Turistas em Sampa

Por Dalila Telles Veras

Voltamos há pouco de uma curta/longa viagem. Uma vez mais, turistas na própria terra. Hotel nos arredores da Paulista, caixa impessoal de vidro e concreto. Só há vida no Lobby, onde seres se cruzam, incomunicáveis, nas suas línguas diversas. Babel fonética e incompreensível. A cidade vista do 18º andar é cinza e calada.

No rés do chão, o burburinho da vida verdadeira.

Andar a pé – anonimato. Olhar. Sentir a cidade pulsante e seus seres solitários. Escondem-se uns, enfeitam-se outros, exposição em busca de alguns trocados para o sobreviver:

O MASP, pela ousadia das artes da arte, bordado de nuvens, em ponto-cruz:

Surpreender-se com o Natal (ou a representação consumista do Natal) já à porta, embrulhado para presente:

 Vidas na corda bamba empoleiradas, formigas laboriosas, estruturas provisórias, nas quais a cidade sequer repara

 Ao mundo pós-moderno só a monumentalidade e o espetáculo despertam o olhar. (dtv)

 As pequenas coisas, são pequenas coisas e não foram incorporadas pelo sistema (dtv)

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