Do educar para esperançar de Agostinho da Silva: uma pedagogia para o século XXI

Etimologicamente, a palavra educar origina-se do latim ec-ducere que significa eduzir. No alemão, corresponde à palavra erziehen, formada por ziehen, que significa puxar, arrancar; e pelo prefixo er que denota um movimento completo para fora. Logo, educar é trazer para fora, é extrair de uma pessoa algo que a torne transformada. É, de certo, também, uma ação interativa e dialética realizada entre as pessoas que atuam em sociedade e nela estão imersas. Bem assim, educação é o processo que renova uma pessoa, extraindo-lhe ou libertando-lhe potencialidades criadoras. É, conforme Agostinho da Silva, “[…] a anagonia, o caminho para cima, […]”[2]

Todavia, as forças contra-educativas obstaculizam a emancipação do poder criativo em crianças, jovens e adultos. O professor Agostinho da Silva disso esteve sempre cônscio e evidenciou em sua práxis pedagógica — já inserida nos Cadernos de Informação Cultural (fascículos que circulavam em Portugal nos idos anos de 1940) — que, por um lado, cada um de nós tem de ser sujeito do processo educativo e, por outro, educar não é se encher isoladamente de conhecimento.

Assim posto, a educação é ontologicamente política; sem mudança ela não existe. E políticos somos todos nós porque vivemos em sociedade; estamos na polis. A finalidade de todo ato educativo é a transformação que, por sua vez, não ocorre sem embate pelo poder, sem o ato de modificar o mundo para quem, com quem e contra quem. Igualmente, todo ato educativo deve, sobretudo, indagar com que intensidade e alcance deve haver tal mudança, seja ela no nível histórico, social ou individual.

Agostinho da Silva isso fez na medida em que ajudava a fundar inúmeras instituições de nível superior, promovendo o desenvolvimento de centros de estudos, de investigação, bem como missões e projetos culturais, centros de ensino e pesquisa, de assessoria econômica e política, de divulgação das realidades e problemas mundiais, tais como os Centros Brasileiros de Estudos Portugueses (CBEP), em Brasília, e o Centro de Estudos Afro-Oriental (CEAO), na Bahia, nos quais deixou registrada sua feição de educador nato.

Desse modo, o professor Agostinho da Silva esteve promovendo uma educação que produzisse conhecimento frutífero, inovador que dá feição nova à realidade, à sociedade. Fez com que nos lembrássemos dos inúmeros conhecimentos elaborados pelo homem ao longo dos séculos em filosofia, literatura, lingüística, artes, ciências e tecnologia que outrora transformaram o mundo e hoje produzem saberes (no sentido mais amplo da expressão) de alta qualidade e continuarão a dar um contributo de grande valor ao patrimônio comum da cultura humana para que lancemos

[…] mão de todos os meios técnicos já hoje ao nosso dispor para que ninguém por fome ou desespero emigre ou morra, para que a ninguém falte a informação que lhe permita colaborar nesse trabalho e fruir de toda a beleza do universo à nossa volta, para que ninguém, pelo receio das sanções, possa deixar de exprimir seu inteiro pensamento; […].[3]

E, hoje, sem dúvida, afirmaria Agostinho da Silva que “[…] com os meios técnicos que temos ao nosso dispor, só há pobreza nas cabeças, não no mundo […]”[4]. Entretanto, são nessas prerrogativas que, paradoxalmente, aparecem os conflitos de interesses inerentes ao fato de que conhecimento implica a aquisição, a manutenção e a reinvenção do poder. Então, o mestre luso-afro-brasileiro pensou e realizou um ato educativo que irrompesse as forças criadoras latentes que não são apenas inatas; ao contrário, podem ser desenvolvidas no ser humano em qualquer fase de sua vida.

O Agostinho da Silva educador incitou o pensar autêntico e original nos indivíduos porque acreditava que em todos nós há uma força criativa e criadora da qual “[…] poderemos construir obra semelhante e devolver-nos a tal grandeza divina de que por tanto tempo temos andado divorciados; […]”[5], que nos torna, em simultâneo, poetas e poemas de nossos afazeres cotidianos e fazeres espirituais (entenda-se intellectum). Em outros termos, a pedagogia agostiniana compreendeu “[…] que é cada homem um fenómeno em si, único na vida, com sua própria mensagem que jamais renascerá igual e de que nos convém a todos meditar a lição e aprender até nos erros que cometa […]”[6]. Assim perspectivou em suas “conversas vadias” conversadas (vale o pleonasmo), especialmente nos países de língua portuguesa onde plantou idéias geniais, um homem novo que melhor pudesse aventurar-se nos saberes humanistas.

Especificamente no Brasil, entre outras ações de cunho cultural e absolutamente educativas, Agostinho da Silva ajudou na formação de várias Universidades deixando evidente que em cada uma delas a pesquisa deveria ser livre, “[…] livre a transmissão do que se descobre e livre a objecção a qualquer espécie de doutrina, […]”[7].

Na Universidade de Brasília, à época de sua fundação em 1961, implantou o Centro Brasileiro de Estudos Portugueses (CBEP) e pro-jetou uma Faculdade de Teologia, espaço no qual todas as pessoas indistintamente que lá adentrassem estariam disponíveis a pensar conhecimento novo e fértil que firmasse e afirmasse nossa particular brasilidade de pensar português.

O pensar português pertence a nossa mais profunda raiz cultural, às tradições liberais oriundas da Idade Média portuguesa,

[…] não dos séculos em que Portugal foi […] subjugado pelo capitalismo […], pelo absolutismo real baseado no direito cesarista e pela intolerância religiosa que principia, com D. João II, pela perseguição dos judeus e firmemente se estabelece com os inquisidores a partir do reinado de D. João III.[8]

Nosso pensar é português porque é um pensamento pensado nos contos, nas cantigas, nos ditados populares; e é um pensamento vivido dentro de uma economia coletivista, baseada nas organizações republicanas, democráticas e populares, notadamente presente no culto medieval do Espírito Santo; o pensar português

[…] vai da base em que assenta uma liberdade metafísica para aquelas em que assenta a liberdade prática: a economia de abundância ao alcance de todos, a educação da curiosidade a todos aberta e em todos satisfeita, a abolição de toda grade, de toda cadeia em que hoje os homens se prendem e debatem.[9]

Naquela Universidade de Brasília, onde se esperaria a execução da chamada educação formal ou sistemática, estaria garantida a pesquisa e a criatividade, bem como, reflexões quanto à concepção de ser humano que devemos ter para intervirmos positiva e construtivamente no fenômeno educativo. Ou seja, com a Faculdade de Teologia lá instalada, Agostinho da Silva tentou humanizar o conhecimento e, por conseguinte, o poder.

Este educador tinha claro em seu pensamento e nas várias atividades que desenvolveu a necessidade de um sistema econômico e de políticas governamentais que fomentassem (e não atrapalhassem) a realização da educação. Aliás, uma educação que tivesse em sua base a construção cidadã e o cultivo do espírito livre haja vista que […] nenhum homem verdadeiramente o é enquanto submetido à miséria, à ignorância e ao medo, […]”[10].

Infelizmente, a realidade histórica brasileira (com escravidão, ditadura, pobreza, preconceito e exclusão social, violência e corrupção) impede a emersão de forças criadoras já envolvidas na e pela contra-educação. O problema de nossa educação consiste, indubitavelmente, na questão de como superar a contra-educação que, em termos ontológicos, é tudo aquilo que oblitera o ser humano de ser mais do que já é e cujo fim não é a transformação.

Claro está que para abolir a contra-educação é necessário que condições econômicas

[…] permitam que o menino que vai à escola não faça falta para o orçamento da família, esteja na aula sem fome e tenha, além disso, comido o suficiente antes dos três anos para que o seu cérebro não tenha sido irreparavelmente atingido; […] permitam que não haja cinqüenta alunos a cargo de um professor e quantas vezes alunos de classes diferentes e que os referidos professores não ganhem tão miseravelmente que apenas sobrevivam e se encontrem cortados de tudo quanto é cultura, […]; condições econômicas que possam sustentar escolas de formação, a nível universitário, com suas classes de experiência, suas bibliotecas circulares e seus salários de aluno.[11]

Nessa perspectiva, devemos acreditar que há duas vertentes com as quais podemos ler o pensamento pedagógico de Agostinho da Silva a fim de apreender o sentido da educação para a transformação imperativa no século XXI. A primeira apontaria para a sua tentativa de superar todos os obstáculos contra-educativos existentes em nossa cultura, em nossa sociedade e em cada um de nós, tanto no âmbito temporal quanto no espacial. A outra analisaria o seu pensamento, tentando encontrar a originalidade do novo caminho proposto por ele. Assim, podemos seguir nessa direção, levando em conta as delimitações desse artigo, com o intuito de, na medida do possível, abordar o núcleo de seu pensamento pedagógico e diríamos mais precisamente, anagógico.

Sabemos que na economia capitalista poucas pessoas beneficiam-se da riqueza do país, enquanto muitos passam ao largo de usufruí-la. De um lado, há uma elite que goza o deleite dos bens materiais e o acesso a instituições de ensino que oferecem conhecimentos científico, filosófico, artístico e cultural gerados pela Humanidade; e, de outro, inúmeros indivíduos que, quando muito, freqüentam escolas cuja pouca qualidade material ou estrutural, em geral, não é das melhores, mas, em contrapartida ainda encontram uma intensa rede de profissionais competentes e qualificados que tentam enfrentar a contra-educação.

A contra-educação já era uma constante nas escolas brasileiras dos anos 50 do século XX e mantida essencialmente invariável no tempo. As forças contra-educativas que atuavam (e ainda atuam) no sistema de ensino formal no Brasil devem ser superadas e substituídas por outro tipo de ambiente educacional que incite e induza o aparecimento de pessoas criativas nos vários segmentos; ambiente no qual alunos e professores possam ser sujeitos do processo de estudar e cujo conteúdo disciplinar seja profundamente compreendido por eles.

Em torno da pedagogia de Agostinho da Silva, afirmamos que a nossa escola ainda está mal preparada, sem equipamentos, sem adequado material didático (pois o livro didático sustenta o poder do dominador), sem condições higiênicas adequadas e com precárias verbas. Ademais, nossa escola é sem vitalidade o que impede a inserção do aluno, jovem ou velho, e do educador no processo de democratização e de desenvolvimento do País.

Urge uma escola onde se possa auscultar, seguindo os pensamentos de Agostinho da Silva, “[…] os mistérios divinos, de onde se aprende a ser Homem na relação com o Mundo.”[12]. Em outros termos, diríamos da precisão da construção de uma escola onde, realmente, se estudaria e se trabalharia (entenda-se trabalho como jogo, homo ludens); nela não se diluiriam disciplinas de estudo e uma disciplina de estudar como ocorre, por exemplo, na graduação. Neste nível, ensina-se o que foi feito, ao passo que na pós-graduação pesquisa-se o novo. Esse dilema entre ensino e pesquisa empobrece o nosso sistema educacional visto que ainda muitos professores que dão aula na graduação formam formadores somente para transmitir saberes alheios.

Os professores-formadores passam a ser responsáveis pela educação de meninos e de meninas nos níveis fundamental e médio e, muitas vezes, ignoram que se deve ensinar para a pesquisa, para o pensar. Quando se ensina pesquisando e se pesquisa ensinando, não existe nenhuma dicotomia entre a transmissão de conhecimento já elaborado e aquele em fase de gestação. Seguramente, Agostinho da Silva estava convicto de que o pensar criativo e criador provoca a emersão de idéias novas e fecundas no ser humano e é esse momento de júbilo existencial que é inerente a físicos, poetas, matemáticos, escritores e artistas.

Logo, concebemos que a educação pleiteada por Agostinho da Silva é como uma centelha sem a qual não há nenhuma transformação da realidade. Apenas na produção de conhecimento inovador, original, livre das amarras do espírito competitivo e individualista é possível intervir no mundo. E esse é um ato essencialmente político, transformador, porque temos de decidir para quem e contra quem esse mundo deverá ser mudado e examinar a quem interessa a contra-educação, quem se aproveita economicamente dos métodos contra-educativos ainda presentes na sociedade brasileira.

Já que do ponto de vista econômico um país que não investe maciçamente em educação está fadado a se manter em um estágio de subdesenvolvimento, de país terceiro-mundista, a pedagogia de Agostinho da Silva, mesmo dentro de um sistema capitalista, pode aproveitar-se das contradições intrínsecas à sociedade para alavancar a finalidade do conceito de educação: educar para a transformação; educar para esperançar o novo.

Apesar da dominação da contra-educação, já confundida com o conceito de educar dito acima, Agostinho da Silva há muito fincou os pilares básicos de uma pedagogia de esperança. Portanto, não é inoportuno aproximar o seu pensar e o seu fazer pedagógico com o de Heráclito de Éfeso (Fragmento 18): “Se não esperar o inesperado não se descobrirá, sendo indescobrível e inacessível.” Para melhor entender, lê-se Gerd Bornheim, em Os filósofos pré-socráticos: “Se não tiveres esperança, não encontrarás o inesperado, pois não é encontradiço e não é inacessível.”

Isto posto, foi a partir das leituras de Textos Pedagógicos I (1999) e Textos Pedagógicos II (2000), de Agostinho da Silva, que nos questionamos qual papel pode exercer a educação (formal ou não) na transformação de nossa realidade que privilegia poucos e afugenta muitos. Deles concluímos que, de fato, deve ser a criança o centro das atenções e intenções de uma educação para a liberdade, para a fraternidade; e a alfabetização não apenas de crianças, mas também de jovens e de adultos, deve — ao conscientizá-los da urgente renovação mundial em princípios e valores humanistas em uma esfera de criatividade irmanada à grande obra da criação do mundo — retirá-los de sua situação de excluídos e de oprimidos.

Essa tomada de consciência esclarece a todos se o objetivo é, por meio da educação, procurar ter o que a classe dirigente possui ou se é gerar outro modo de vida que encontre substância na confirmação da existência de outras sociedades organizadas segundo outros princípios que não os da sociedade atual. Estamos a acenar o que Agostinho da Silva vislumbrou na Festa do (Divino) Espírito Santo: a possibilidade de se viver de acordo com padrões divergentes dos que hoje estão em vigor. Um modo de vida no qual o fato de o essencial para a felicidade do povo é ter liberdade de decisão e não a forçada obediência a uma entidade administrativa opressiva e soberana. É esse o principal alvo crítico do pensar pedagógico ativo de Agostinho da Silva, dado por muitos por utópico porque foge às características de modernidade.

Todavia, Agostinho da Silva, quando enfatiza o Espírito Santo em textos de cunho pedagógico e a sua configuração festiva na qual se coroa Imperador uma criança em textos diversos, nos insere efetivamente (e isso se relaciona também a certa ação pedagógica) em uma experiência Una, singular o bastante para reavivar, (re)assimilar nosso passado com a Terra da Luz Oculta[13], a Lusitânia; o Porto do Graal, Portugal. Paradoxalmente, a nossa modernidade é não sermos modernos e no âmbito da mentalidade burguesa eurocêntrica-americana mantemo-nos na tensão entre a história que vem de fora e as condições locais que a ela nem sempre se ajustam.

Agostinho da Silva, que foi um estimulador de mudanças, abalou certezas, propondo alternativas e provocando a imaginação alheia quanto a se fazer ações que se processassem “[…] não segundo critérios económicos ou tecnográficos, mas sob guia de metafísica ou religião, donas reais do proceder […].”[14] que estariam contra todas as condições que mantêm o povo física e intelectualmente miserável; contra todo tipo de segregação de classes ou de raças.

A Festa do (Divino) Espírito Santo, que se coaduna com o pensamento e ação pedagógicas de Agostinho da Silva, não nos remete só para o eixo religioso, prendendo-nos à esfera do sagrado tão olvido no mundo contemporâneo ou situando-nos dentro dos quadros da mitologia cristã, mas, destaca um acontecimento possível, que já presentifica a futura-Idade, excêntrica, porém, terrena, na medida em que presencializa  prontamente o lugar da alteridade e da reflexão dinâmica sobre a diferença em relação ao que existe.

Podemos crer que não mais precisamos nos apressar para cumprir, com atraso, as etapas já vencidas pelo mundo desenvolvido, porque aquela festa tem em si mesma a mais racionalizada das representações cujo propósito é político-social, consolidando o que conceptualizou D. Afonso V em os Painéis de S. Vicente tão intimamente relacionado com o mito de “D. Sebastião, por já estar morto o rei anterior e morto o pai, poderia romper a dinastia fatal, reconstruir a nação [portuguesa] ao seu amplo espírito de acolher judeus e mouros, isto é o diferente e até o oposto, atender ao Brasil e não ao Oriente como único futuro, […]”[15]

Ademais, o que importa aqui ressaltar é que o nome D. Sebastião “[…] era o nome do colectivo para o futuro, um futuro que não fosse de miséria nem de ignorância nem de opressão de espírito; o que vale no sebastianismo não é o ponto de partida, mas a força da marcha e a meta de chegada; que são, e oxalá o sejam sempre, mérito do povo e não dos reis.”[16], tal como a encenação do Espírito Santo em festa.

Bem assim, a pedagogia de Agostinho da Silva aproxima-se da Festa do (Divino) Espírito Santo e, por extensão ao sebastianismo, porque faz acontecer ações políticas e econômicas concretas que favorecem o engajamento de indivíduos na luta por reformas sociais; viabiliza uma ação cultural, no sentido mesmo antropológico, com vistas em permitir o aparecimento de sujeitos críticos comprometidos com uma nova sociedade, edificada sob uma missão sócio-pedagógica ecumênica.

Vale dizer que essa missão é erigida e revelada pelo laço que nos une como potencialidades criadoras: a língua portuguesa. Para além de se constituir em nosso território cultural, a língua portuguesa é a que nos permite uma entrada triunfal na História, com autonomia e independência.

Então, aprendamos o

Português como língua futura, não de passado; não de relatos, mas de projectos; não de saudades, mas de esperanças. É sob este ponto de vista universal que têm de ser apreciados e resolvidos os problemas com que se defrontam os povos de língua portuguesa – e, na sua esfera individual, mais poderosa do que nenhuma, cada um dos homens que a falam, os quais, quase sempre, não a lêem nem a escrevem.[17]

Todas as nações de língua portuguesa são, na perspectiva agostiniana, “religiosamente, de constituição ecumênica e que nenhuma crença ou sistema de crenças pode usufruir, no que se refere ao geral, de qualquer preponderância sancionada.”[18] Eis o fundamento de um educar para esperançar de Agostinho da Silva, uma via pedagógica possível para o século XXI.  

[1] Professora-Coordenadora da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação da Secretaria de Estado do Governo do Distrito Federal e Doutoranda em Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília.

[2] SILVA, Agostinho da. Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira II. Lisboa: Âncora Editora, 2001, p. 291.

[3] SILVA, Agostinho da. Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira II. Lisboa: Âncora. Editora, 2001, p. 14 – 15.

[4] Ibid., p. 184.

[5] Ibid., p. 14.

[6] Ibid., p. 14.

[7] SILVA, Agostinho da. Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira II. Lisboa: Âncora Editora, 2001, p. 19.

[8] Ibid., p. 206.

[9] Ibid., 223-224.

[10] SILVA, Agostinho da. Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira II. Lisboa: Âncora. Editora, 2001, p. 14.

[11] Ibid., p. 184.

[12] PINHO, Romana Valente. O essencial sobre Agostinho da Silva. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2006, p. 37.

[13] SILVA, José Luís Conceição. Os Painéis de D. Afonso V e o Futuro do Brasil. Brasília: Edição do Autor, 1997.

[14] SILVA, Agostinho da. Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira II. Lisboa: Âncora Editora, 2001, p. 62.

[15] SILVA, Agostinho da. Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira II. Lisboa: Âncora. Editora, 2001, p. 62.

[16] Ibid,. p. 63.

[17] Ibid., p. 51.

[18] Ibid., p. 226.

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