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António Quadros, o homem por detrás do Intelectual

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Perfil

António Quadros, o homem por detrás do intelectual

 

António Quadros - Fonte: http://www.fundacaoantonioquadros.pt

Filho primogénito dos escritores Fernanda de Castro e António Ferro, de seu nome completo António Gabriel de Castro e Quadros Ferro, nasceu em Lisboa, às seis e vinte da manhã do dia 14 de Julho de 1923, no 2º andar do nº 12 da Rua dos Anjos.  Era uma criança morena de olhos azuis, com a tez da mãe; de lembrar que o apelido Quadros, último nome do pai de Fernanda de Castro, provém de uma família da nobreza espanhola de origem indiana (brâmane). Recebeu “Gabriel”, como segundo nome, em homenagem ao poeta italiano Gabriel d’Annunzio, que António Ferro, seu pai, muito admirava. É pois, logo então, fadado de poesia. Três meses depois do seu nascimento em casa dos avós paternos, a família muda-se para o nº 6 da Calçada dos Caetanos, ao Bairro Alto, onde António Quadros cresce e vive até casar. Pensador, crítico, professor e pedagogo, poeta e ficcionista, licenciado em História e Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, António Quadros é autor de obras de pensamento, crítica e historiografia literária, de poesia e ficção (romance, conto e literatura infanto-juvenil). Foi professor de Deontologia da Comunicação (no Curso de Ciências da Informação da Universidade Católica), bem como de História de Arte, de Deontologia e de Cultura Portuguesa no IADE, Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing, de que foi fundador, director, presidente do Conselho de Administração e professor.  Ao longo dos anos colaborou na imprensa, em publicações culturais, na rádio e na televisão. Assumiu cargos como o de sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa, da Academia Brasileira de Filosofia e da Academia Internacional de Cultura Portuguesa e o de membro da Sociedade Científica da Universidade Católica de Lisboa e do Centro de Estudos de Pensamento Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro (CELBRA) e pertenceu à direcção do Círculo Eça de Queiroz.

António Quadros morreu no dia 21 de Março de 1993, dia da árvore, símbolo da vida para a qual tão generosamente contribuiu. Deixa na família, nos amigos e na cultura uma lacuna que jamais será preenchida.

(Fonte: Newsletter nº1 Julho 2009 da Fundação António Quadros, Lisboa). 

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